Como sugere o nome do grupo, a vaca Mu finalmente tossiu Cof para Verônica Paternostro voz, violão e flauta, Pedro Fulgêncio teclados, Cláudio Lima bateria, Eduardo Karranka guitarra, Dudare Wriwrai baixo e Fábio Abu percussão. Após três anos de estrada, um som amadurecido e um público fiel, a banda lança agora seu primeiro CD homônimo pelo selo SLAP.
Cof Damu já conquistou uma pequena multidão de fãs principalmente em Salvador, onde fizeram apresentação especial no Festival de Verão deste ano. E foi só após ter experimentado o sucesso inicial comprovado por comunidades no orkut, que o grupo, descoberto pela Som Livre através do My Space, assinou contrato com a gravadora.
E os integrantes ainda pensaram que era trote quando receberam a ligação do selo. Ao ouvir o som da jovem banda baiana a gente é surpreendido por um sentimento que mescla novidade e nostalgia. Parece que as canções na doce voz de Véu Paternostro já são velhas conhecidas, ainda que sejam atuais e inovadoras, mesclando inusitadas influências como o folk - estilo que caiu novamente no gosta da nova geração - a mpb, o rock, o soul e o afoxé.
O álbum Cof Damu produzido por Kadu Menezes também bateirista do Kid Abelha traz 10 faixas, todas de autoria da vocalista, caprichadas por arranjos assinados por todos que combinam muito teclado, sopro e percussão a guitarra, baixo e violão. As letras de Véu partem de experiências comuns do dia-a-dia e reflexões sobre elas.
Vão da ternura simples de Grãos: Saiba que eu percebo o seu sorriso escondido quando finge não notar que eu olho só pra você, até a perda da inocência de Caprichos Você quem reduziu e cifrou a inocência transformaram a cicuta em água fresca O que é real que não é fatal?.
O heterogêneo grupo as influências musicais de cada um deles são as mais diferentes possíveis concorda em uma coisa: definem o CD como existencialista. Nada é tão simples. Para nós, quem determina como a música vai ser é a própria música, diz Abu, percussionista.